Archive for Outubro 3rd, 2008
Um Brinde à Imprensa
Dias desses vi uma reportagem que falava de uma pequena cidade onde os três candidatos ao cargo de prefeito visitavam a casa de cada eleitor levando suas propostas.
Sem rádio, sem TV ou jornais, cabia aos próprios candidatos e seus cabos eleitorais a divulgação de propostas e diferenciais de cada candidatura.
Evidentemente a cidade em questão é uma pequenina cidade, onde ainda é possível este contato pessoal entre eleitores e candidatos. A existência de veículos de comunicação de massa facilita a divulgação das propostas, principalmente em uma grande cidade, mas mesmo em cidades médias e pequenas. Seria impossível ao candidato falar, em cada casa, durante horas sobre cada item de seu Programa de Governo.
O papel dos meios de comunicação fica cada vez maior. TVs, jornais, rádios, revistas e internet ampliam a informação aos eleitores e as oportunidades de divulgação aos candidatos.
Muitas vezes esta informação parece excessiva e confunde o eleitor, mas é fundamental para que cada um faça sua escolha.
Os políticos e seus partidos também possuem dificuldade em utilizar todos os meios de comunicação e muitas vezes usam de tudo, mas usam mal.
Em Guaxupé, cabe um destaque aos meios de comunicação. Os jornais (Correio Sudoeste, Folha do Povo e Jornal da Região) mostraram-se abertos a divulgação de todas as candidaturas, mostrando os acontecimentos e repercutindo os fatos gerados pelas diferentes candidaturas.
Com um acompanhamento mais permanente da política local, a 87 FM veio apresentando o cenário pré-eleitoral desde o início do ano de 2008.
Um fato histórico foi a realização de debates na Rádio 87 FM, na Rádio Clube AM e na TV Sul. Muito cobrado nas eleições 2004, os debates não aconteceram. Nestas eleições 2008, houve uma abertura possibilitada por uma série de fatores que levou os veículos a promoverem os debates.
Com total imparcialidade, esses veículos se destacaram nestas eleições, ganharam audiência e ampliaram credibilidade.
Independente do resultado político das eleições, as rádios 87 FM e Clube AM, além da TV Sul são grandes vitoriosas, ao se inserir definitivamente no jogo democrático da política de Guaxupé. Quando deixam de ser divulgadores de resultados, os veículos de comunicação se tornam em arejadores de idéias.
Add comment Outubro 3, 2008
Vereador, qual o papel deste cidadão?
Estamos a poucas horas de o eleitor exercer seu o democrático direito a escolha de seus dirigentes municipais.
Em cada cidade mandatos de prefeitos e vereadores serão renovados por mais quatro anos.
Tivemos até aqui quase 90 dias de campanha eleitoral, onde vimos passar por nossas casas, impressos, carros de som, cabos eleitorais, o som do rádio, a imagem e o som da TV e em algumas ocasiões os próprios candidatos nos trazendo pessoalmente suas propostas e compromissos.
Mas o que de fato pode fazer o seu vereador? Depois de acompanhar essa maratona eleitoral fica a impressão de que uma boa parte dos candidatos não sabe o que é o verdadeiro papel do vereador, ou então não souberam transmitir esse conhecimento ao eleitor através dos meios de comunicação.
As propostas apresentadas, muitas vezes, revelam uma ingerência de poderes. Os candidatos a vereador dizem que “farão” tanta coisa que deveriam ser candidatos a prefeito. O vereador não faz, o vereador propõe.
O papel de vereador é definido pela Constituição Brasileira e suas principais funções é fiscalizar as ações do poder executivo e propor projetos de lei, que, se aprovados, tornam-se leis.
O vereador deve ter capacidade de propor e defender suas propostas, além de analisar outras propostas que virão do executivo ou de iniciativas de leis populares.
Com o tempo se criou uma idéia de que o vereador deve ser um “leva e trás”, uma pessoa que intermedia o dialogo entre o prefeito e parcela da população.
Ao invés de fazer leis que melhoram a vida de toda população, uma parcela dos vereadores buscam atender a interesses particulares de seus eleitores. Assim, ser próximo ao prefeito cria facilidades ao trabalho do vereador, possibilitando a ele repassar tais facilidades aos seus eleitores fiéis. Ampliando a distorção de papel do vereador temos as tais homenagens, sob a forma de títulos de cidadão ou em nomes de rua. As indicações, mesmo quando justas, acontecem sem nenhuma participação da população.
É Claro que o vereador pode e deve estar próximo da população, deve inclusive criar ferramentas que aproximem o povo das decisões de poder. Mas isto deve ser realizado sem criar dependência, tutela ou clientelismo, deve ser para todos e nunca para atender a interesses particulares.
Assim como os prefeitos e seus vices, também os vereadores são funcionários públicos contratados por um tempo limitado. Uma função que não é uma profissão e que deveria ter limite de reeleições.
A democracia precisa de vereadores que cumpram bem o seu papel, vereadores que proponham leis, que criem ferramentas de democratização do poder, que auxiliem o executivo sendo fiscais de suas ações.
Que as eleições tragam novas atitudes. Que venham estes novos vereadores. Vereadores assim são essenciais.
Add comment Outubro 3, 2008