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Pesquisas? Para Que(m) Servem?

O uso das pesquisas numa eleição é um ponto que sempre gera polêmica.

Se é que tem uma ferramenta que nenhum coordenador de marketing político abre mão, esta ferramenta é a pesquisa.

Podem ser as qualitativas para conhecer melhor o que querem os eleitores e definir o que dizer, como dizer, quando dizer e porque dizer.

Depois é hora de testar as estratégias e ações, usar as pesquisas quantitativas para ver se o público aceitou nossas propostas e se aceita nossa candidatura.

Pesquisa feita e devidamente registrada surgem as polêmicas, os adversários geralmente contestam. Questiona-se a experiência do instituto contratado, os critérios, o número de entrevistas, onde as entrevistas foram realizadas, a credibilidade do instituto e principalmente o fato do instituto ter sido contratado pelo adversário.

Muitos questionamentos se justificam por erros grosseiros que muitas vezes atingem pequenos institutos e também institutos nacionais famosos. Vamos lembrar-nos do candidato, que uma semana antes, estava em quarto ou quinto e que acabou vencendo. São vários exemplos na região e por todo Brasil. Ou de pesquisas que no mesmo dia indicam resultados totalmente diferentes, uma com grande vantagem pro candidato Y e outra com grande vantagem pro candidato W.

Os candidatos vêem as pesquisas como um instrumento para forçar a de definição do eleitor, a idéia é simples muitos eleitores não definiram o voto e em geral não gostam de votar em quem não tem chance. Assim cria-se uma tendência do chamado “Voto Útil”, ou seja, o eleitor indeciso tende a votar nos candidatos que estão com mais chances de ganhar.

Mas as pesquisas deveriam ser encaradas de forma diferente, ao invés de simplesmente medir a aceitação do eleitorado para um dado candidato, deveriam medir e influenciar as estratégias. Neste caso, cresce o papel do estrategista em marketing e dos especialistas em pesquisas, não é todo mundo que sabe interpretar corretamente uma pesquisa. É necessário “ler” nas entrelinhas, antecipar tendências e segmentar as ações para um público cada vez mais diversificado.

Vamos sempre lembrar que as pesquisas, quando bem realizadas, são uma fotografia de um momento político. Interpretar aquele momento e planejar as ações que reflitam no resultado futuro, nas urnas, é o grande segredo para se confirmar ou não a indicação das tendências apontadas por uma pesquisa.

Add comment Setembro 15, 2008


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